NASA/ESA/P. Simon (University of Bonn)/T. Schrabback (Leiden Observatory)

No mapa feito durante o estudo, as estruturas em branco, ciano e verde estão mais próximas do que aquelas em laranja e vermelho

SÃO PAULO – Uma análise feita pelo Telescópio Espacial Hubble confirmou a existência da misteriosa aceleração cósmica – fenômeno causado por forças invisíveis no Universo. 

De acordo com a teoria, o Universo que conhecemos, composto de matéria visível, corresponde a apenas 4% de tudo o que há no cosmos.

Já o Universo invisível é composto de matéria escura e energia escura. Apesar de não se saber ao certo o que são esses componentes, astrônomos acreditam que eles existem por causa dos seus efeitos na movimentação de corpos celestes.

Ao observar galáxias, por exemplo, cientistas notam uma diferença entre a gravidade existente e a quantidade de matéria visível – o que os leva a supor que existe algo que não enxergamos, mas que possui massa. Acredita-se que 20% do Universo é composto de matéria escura e, o restante, da chamada energia escura.

Agora, cientistas conseguiram mais uma forte prova da existência desses componentes. Um grupo de astrônomos liderados por Tim Schrabback, do Leiden Observatory, conduziu um estudo com mais de 446 mil galáxias. Todas elas estavam dentro do campo de visão do Cosmological Evolution Survey (COSMOS), a maior pesquisa já feita pelo Hubble.

Considerada uma das mais precisas amostras da diversidade do Universo, a COSMOS fotografou 575 visões ligeiramente sobrepostas da mesma parte espaço e criou como que uma reconstrução em 3D da área.

Além dos dados do Hubble, os pesquisadores usaram observações em terra para estabelecer as distâncias entre 194 mil galáxias. Na nova análise, os astrônomos “pesaram” a distribuição de matéria no espaço.

Todos esses números possibilitaram cálculos detalhados que confirmaram: o universo é acelerado por um componente adicional, misterioso – ou seja, a energia escura.